Tuesday, January 29, 2008

And I wake up alone


His face in my dreams, seizing my guts
He floods me with dread
Soaked to the soul
He swims in my eyes by the bed
Pour myself over him
Moon spilling in

Sunday, August 19, 2007

Aconteceu o que eu não pensava ser possivel

Descobri uma música de U2 que não conhecia..

Friday, August 17, 2007

porque no vuelvo a san sebastian

Friday, July 20, 2007

Para a minha mana

Precious and fragile things
Need special handling
My God what have we done to you
We always tried to share
The tenderest of care
Now look what we have put you through

Things get damaged
Things get broken
I thought we'd manage
But words left unspoken
Left us so brittle
There was so little left to give

Angels with silver wings
Shouldn't know suffering
I wish I could take the pain for you
If God has a master plan
That only He understands
I hope it's your eyes He's seeing through

Depeche Mode

Wednesday, July 18, 2007

I'm Dorian Gray


Quanto menos horas durmo, pior como, e mais ressacada estou, mais me dizem, na manhã seguinte, "oye, que buena cara haces hoy"...

Friday, July 13, 2007

Amazing case

Monday, July 09, 2007

Luis, esta no es la mejor manera de despertarse

Monday, July 02, 2007

I only make jokes to distract myself

from the truth

Monday, May 21, 2007

2008

Friday, April 27, 2007

Gibreel


“To be born again,” sang Gibreel Farishta tumbling form the heavens, “first you have to die. Ho ji! Ho Ji! To land upon the bosomy earth, first one needs to fly. Tat-taa! Taka-thum! How to ever smile again, if first you won’t cry? How to win the darling’s love, mister, without a sigh? Baba, if you want to get born again…” Just before dawn one winter’s morning, New Year’s Day or thereabouts, two real, full-grown, living men fell from a great height, twenty-nine thousand and two feet, towards the English Channel, without benefit of parachutes or wings, out of a clear sky.
“I tell you, you must die, I tell you, I tell you” and thusly and so beneath a moon of alabaster until a loud cry crossed the night, “To the devil with your tunes,”
Salman Rushdie, The Satanic Verses"
(continua)

Friday, March 16, 2007

Wrap me up

Friday, February 09, 2007

Queridos gallegos

Wednesday, January 31, 2007

O encanto do torpe

Soa a nome de filme fantástico, tipo o Labirinto do Fauno, mas não é. Torpe é a palavra que alguns dos meus amigos espanhóis usariam para me descrever.
Vestida para a ocasião, tentando combinar com o hotel de 5 estrelas onde estava, arruinei o disfarce a poucos minutos de ter entrado em cena. Ao ver-me deixar cair pela terceira vez os papéis que levava nas mãos, o rapaz sorriu e disse, encantam-me as pessoas trapalhonas. De facto, há encantadoras musas do torpe – a especialista Meg Ryan, a ocasional Michele Pfeifer – mas é uma moda que só perdura até aos próximos saltos agulha a transbordar de classe entrarem em cena. Torpe significa que passeias pela casa a dar porrada aos móveis, significa que já estás habituada a pagar a bebida que consomes e a que entornas, e que alguma vez já encontraste um membro teu preso num sítio improvável. Significa que não controlas o teu corpo, mas não só. Sabes que se abrires a torneira demasiado depressa a água vai espirrar, mas continuas a fazê-lo, talvez por não acreditar que possas influir sobre o resultado final, que será, indubitavelmente, molhado. É talvez resultado da descrença profunda na tua possibilidade de controlar o mundo. Mas é uma condição ainda mais profunda que isso.


Começa por arruinar o sonho de todas nós, suspeito, de ser uma femme fatale. A primeira vez que impulsivamente tentei dar um beijo a alguém, bati com a cabeça no espelho retrovisor do carro. Encantador, de facto. Mas a coisa piora. É que os meus melhores momentos – momentos de auge, em que te sentes capaz de comer a vida às garfadas - são quase sempre pontuados com a dura queda na realidade, que é como quem diz, no chão. Soube que estava apaixonada pela primeira vez quando ao ver o miudo dei um enorme trambolhão. Não é coincidencia. Estou convencida de que algo passa quando começo a pressentir um auspicio de felicidade; algo em mim transborda, as pernas crescem e os braços alongam, de modo que, do meu escasso metro e sessenta, passo a ter que controlar um enorme zepelim. Aviso à navegação, parece que vou aterrar...

A história do casaco verde fica para outra vez.

Thursday, December 21, 2006

Blue Monday on a Thursday afternoon

Thursday, December 07, 2006

The Lx-Bcn connection

Sara Raval Sessions (varios, world music, 81 min).
La variedad de estilos musicales en este álbum es exquisita. Desde el hip-hop con ritmos latinos hasta la guitara portuguesa de Madredeus pasando por la locura de Blasted Mechanism u Ornatos Violeta y como no la participación de bombas musicales como Xutos o Noir Desir que ya venimos conociendo de mucho más tiempo. Y todo ambientado entre las calles de Lisboa y de Barcelona, dos ciudades con una completísima movida musical durante todo el año y sobre todo, ciudades abiertas y multi-culturales.
http://www.rollingstone.es

Sunday, November 19, 2006

à espera do comboio na paragem do autocarro

anacronismo hoje é domingo e vê como os domingos são dias viciosos. Consumo as memórias que tenho tuas, como uma tua viúva autista. Não falo a ninguém, não estou para ninguém. Revejo uma e outra vez as pistas que me deixaste ao desaparecer, procuro-me em ti e não encontro, mas não acredito, tenho a certeza que me mentes. Ignoro os factos mas quem me pode julgar, se é tão doce estar contigo esta noite, e amanhã já será de dia.

a viagem uma vez na estrada já não se volta atrás, e em cada quilómetro se pressente a chegada, a cada quilómetro se atropela o caminho. Não sobra nada do que ficou para trás. A questão das escolhas tão mal resolvida em mim: decido que ainda posso fingir-me inocente quando sei que a inocência já a perdi, num quilómetro antigo da auto-estrada do sul.

a origem chegámos de carro e chegámos de noite. Vínhamos bêbados de antecipação. Viveria para sempre nesse eterno antes. Mas os factos consumam-se ainda antes de serem factos. E os corpos consomem-se antes de estarem juntos.

o terraço as estrelas de Setembro e um calor molhado que só existe a profundidades mediterrânicas. Não sei se dancei mas a verdade é que dancei. As testemunhas dessa noite bem podem dizer que a sonhei. Que sonhei uma noite em todos os detalhes da nossa traição. Sonhei-a com banda sonora, e sonhei o que não disseste.

o fim falas-me de escolhas mas não entendes que não te escolhi. Que não houve um ponto no tempo onde te pudesse ter dito que não. Foste sempre inevitável.

Saturday, September 23, 2006

Madrid me mata

Sunday, September 10, 2006

Rosa carne

Tuesday, March 21, 2006

La Haine

Valencia 17 de Março, Las Fallas: uma festa tradicional acarinhada pela Generalitat. Um imenso trabalho de preparação de guarda-roupa, gigantones, desfiles e fogo de artificio, para que no fim tudo arda em fogueiras e lágrimas (não é artifício poético, é verídico, procurem na net).
Barcelona 17 de Março, Botellón: encontro marcado no Raval entre os mossos de esquadra e os botelleros; mas os mossos não deram hipótese, seraficamente blindados, autênticos muros. Os botelleros tiveram que encontrar maneira de fazer festa e expressaram a sua indignação por lhes quererem tirar o primordial direito de beber na calle, e queimaram caixotes do lixo, à falta de gigantones.
Ainda no Raval, 17 de Março, mas se me perguntassem diria que era uma cena do La Haine
, filme exasperante de Mathieu Kassovitz passado nos subúrbios parisienses nos anos 90.
Paris 17 de Março, Manifestações anti-CPE: ao contrário da controlada resignação dos mossos, a gendarmerie não admite provocações. Mas aos universitários, e à sua presunçosa aspiração a direitos adquiridos há mais de uma geração, quem é que os vai levar a sério? Nem sequer fizeram fogo.

Wednesday, March 01, 2006

Esta menina vai passar por aqui

RETINAS en CASABLANCA
Passeig de Gràcia 115

miércoles 29 marzo. 20:30 y 22:30h
de Marco Martins. Portugal, 2005. 102 min. Intérpretes: Nuno Lopez, Beatriz Batarda.
El audaz cine portugués sigue demostrando ser una fuente creativa inagotable, a pesar de nacer en un contexto económico inquietante. Alice, ópera prima de Marco Martins, es una película fuera de norma, de una singularidad absoluta, que no se parece en nada al cine lusitano al uso, del que a pesar de ser vecinos nuestros nos llegan contadas obras. Cinematográficamente, Alice deslumbra, es una especie de meteoro de brumas, apuntes y convulsiones, arrancada de un mundo urbano húmedo y frío, cuyos colores parecen desvanecerse progresivamente hasta lograr una paleta de grises mercúricos. El papel de Mario recae en Nuno Lopes, que nos ofrece una interpretación inolvidable del padre vital y desesperado. Nombre de todas las metáforas de la desaparición, Alice tiene toda la fuerza de una verdadera aparición.

Tuesday, February 28, 2006

Do que em mim tocou

Não vou procurar quem espero
Se o que eu quero é navegar
Pelo tamanho das ondas
Conto não voltar

Por querer mais do que a vida
Sou a sombra do que eu sou
E ao fim não toquei em nada
Do que em mim tocou
Manuel Cruz

Monday, February 27, 2006

Catarina, olha onde jantei

Friday, February 24, 2006

Jamboree

Minino Garay é um argentino de Cordoba (repete as referencias à terra natal em todas as musicas) com uma expressão corporal alucinada de fazer tremer os tambores. Os tambores são Los Tambores del Sur, mas são de todos os hemisférios: um francês à guitarra, uma checa que aprendeu a tocar violino com os ciganos, um italian james bond ao piano, um baixo, um sax, um trompetista, todos já bastante entradotes. E muita percursão. Vi o concerto sentada no palco, que claro, dá à experiência o dobro do sabor, até porque os músicos me sorriam, e gerou-se um ambiente bastante familiar. Se os Tambores do Sur passarem pelos vossos nortes, vão ouvir La celosa de tu vieja e outras jazzotangoflamencorockalhadas – que vale a pena.

Monday, February 13, 2006

Sunday at the beach

Domingo é dia de ver museus. E neste domingo em particular, em que os museus são de borla, é de bom tom a qualquer tuga erradicado aproveitar. Foi com este pensamento que yours truly saiu de casa, ao meio-dia da madrugada. Desci o Passeig de Gracia, like a million times before, desprezei o Corte Ingles da Placa Catalunya, cerradisimo, e o da Portal de l'Angel, dois passos abaixo, e segui direitinha à Ciutat Vella, para descobrir onde raio seria o Museu Picasso.

Descobri, mas não descobri nada nele que me fascinasse, a não ser uma ocasional experiência pontilhada do dito Picasso, e as desmazeladas Demoiselles d’Avignon.

Sai do museu e dei por mim no Born, onde já me tinham levado a comer as pizzas mais baratas e apetitosas de bcn. Comi-as num banco de jardim soalheiro, acompanhada por todos os que à minha volta tinham escolhido as mesmas pizzas, diferentes sabores...

Domingo é dia de dolce fare niente, que em espanhol se diz siesta, e em português se diz vamos tomar um café à Linha. E sem sequer precisar de decidir, deixei para trás os museus, atravessei o parc da Ciudadela, e pus-me a caminho da praia.

Barceloneta não é bonita, tampoco é praia. Mas ao longo da marginal revela-se-me o que tem de especial. É que aqui, como em qualquer lugar de Barcelona, tudo à volta nos diz fazvecomprapensacomeritomasentapasseiabebeandapreenche. E nós fazemos.

Mas Domingo é dia de sentar num qualquer bar acolhedor chamado Glaciar e escrever postais, comer bravas e beber cañas. E também é dia de ir para casa cedo, porque amanhã trabalha-se. Além do mais no pasa nada ao domingo.

Só que domingo, em bcn, é dia de festa. E é proibido ir para casa, porque apanhas no caminho diabinhos com fogo preso, e tambores que rugem ritmos abrasileirados que irresistivelmente tens que seguir, adonde sea.

Saturday, February 04, 2006

I, for one, feel seduced

Ilustração de Krahn para La Vanguardia, Barcelona

Tuesday, January 17, 2006

I wish I was leaving by train

A companhia aérea soube a data da minha viagem antes de mim. A companhia aérea quer saber a dimensão das minhas malas. Ainda não as fiz, respondi. A companhia aérea acha que eu me devia despachar. A companhia aérea acha que já não há nada a fazer em Portugal. A companhia aérea tem pressa. Eu vou me deixando partir.

Monday, January 09, 2006

Reflexions of the way we used to be


I have been in a strange mood lately. All of us, Portuguese, have. Despite our old age, we’ve been acting like teenagers, still insecure about our own capacities. For the most of our school years, we’ve been taught how we once sailed the vast oceans to rule the world, but omitted how we’ve lost that rank, and how we still can’t forgive ourselves for it.
We turn to others in search for a clue that will explain what is wrong with us; is it fate or is it circumstantial? Like a proud mother to her son, you will tell us that nothing is wrong. That we are as clever and as able as any other, you will remind us of recent glories: how we invented ATM machines; and of old ones: how we were the first to bond with remote India, Japan and Malaysia.
But don’t spare us the harsh truths: the fact that others are also skilled, and that they are not standing idle, that talent and inventiveness don’t suppress hard work, that understanding our potentialities and limitations, instead of being paralyzed by fear of failure, is far better.
I have no doubt we’ll grow up to be healthy adults. It is circumstantial, but living through it is what it is being a Portuguese today.

Monday, December 12, 2005

Danke

Thursday, November 24, 2005

Olá ó vida malvada

Adeus vida atinada
Dos horários e das bichas
E das gripes do Inverno
E do suor do Verão

Adeus vida atinada
Ter de dormir sete horas por dia
Ir para o trabalho e ainda é de noite
Ser sempre igual a todas as horas

Adeus vida atinada
Das mil maneiras de passar fome
Adeus ó praias cheias de gente
E um beijo pra quem fica

Mudar de roupa, soltar o cabelo
Dormir no carro, todo nu em pêlo

Dizer que hoje o dia esta perfeito
Pôr óculos escuros a torto e a direito
Pois hoje vou pegar na guitarra
É hoje que eu me faço à estrada

Obviamente, dos grandes Xutos

Tuesday, November 22, 2005

BARCELONA MES QUE MAI